Paulo
Roberto Lucas de Oliveira *
Há muita
gente utilizando a expressão Marketing Pessoal com o sentido de auto-ajuda, mas
isto não está correto. Fazer marketing é fazer com que o relacionamento entre
uma empresa e o mercado seja o melhor possível para ambos. Marketing Pessoal,
portanto, significa fazer com que o relacionamento de uma pessoa com o mercado
de trabalho seja o melhor para ambos. No momento em que estamos vivendo, no qual
o conhecimento é um fator importante de produção, o conhecimento de uma pessoa
pode se tornar um produto atraente para as empresas. Desta forma, é preciso
saber colocar este produto em destaque no mercado de trabalho.
O melhor Marketing Pessoal é aquele que não prejudica alguém e que, quando
utilizado, propicia o desenvolvimento de um relacionamento duradouro entre as
partes. Se um dos lados levar vantagem, o outro irá sentir-se inferiorizado e
tenderá a sair da relação. Visto diz respeito tanto ao relacionamento com a
empresa, quanto com os companheiros de trabalho, com a família e os amigos. Para
alavancar uma carreira é importante descobrir o que se gosta de fazer. Quem
gosta do que faz, o faz com mais prazer. Por isto conseguirá atingir níveis
maiores de excelência.
Em segundo
lugar, deve-se pensar a longo prazo. O imediatismo pode
levar à busca de resultados isolados, que não colaboram com o desenvolvimento de
um padrão sustentável de bem-estar pessoal. E, em terceiro lugar, não podemos
nos esquecer que sofremos os efeitos de fatores alheios à nossa vontade, que
irão ocorrer quer gostemos ou não deles. Isto significa que temos de ser
flexíveis às alterações de planejamento.
Já passamos da fase do self-made man, aquela pessoa que, sozinha,
resolvia todos os problemas, tomava todas as decisões importantes e era seguida
e obedecida por todos os demais. Hoje, os melhores resultados são obtidos por
equipes e grupos de trabalhos. Isto é muito fácil de se verificar nas empresas.
Na minha juventude, o modelo ideal de liderança nas empresas era o do “feitor”:
o chefe que era temido por todos e que sempre determinava tudo o que devia ser
feito. Sua presença física era necessária para que todos cumprissem suas
obrigações. Hoje isto não faz mais sentido. Os melhores líderes são os que
acompanham os anseios de seu grupo e o
relacionamento intergrupal é fundamental para a consecução dos objetivos
empresariais. Portanto, se colocarmos as ferramentas de marketing no
relacionamento pessoal e profissional, veremos que um bom relacionamento na
empresa é condição indispensável para obtenção de resultados.
Como agregar valores a um projeto de marketing pessoal? Não perdendo de vista
que o resultado final será o conjunto de esforços de diversas partes envolvidas.
Por exemplo: se nos esquecermos de nossa família para termos mais tempo para nos
dedicar a nossa carreira profissional veremos, mais tarde, que não haverá como
compensar esta lacuna. Portanto se nós não perdermos de vista o conjunto,
poderemos avaliar melhor o que
é bom e o que não é em nossa vida. Isto facilitará o estabelecimento de valores
a serem agregados durante nossa existência.
Dez dicas para um bom marketing pessoal:
1.
Considere que você é uma empresa prestadora de serviços e que tem um público a
ser atendido;
2.
Estabeleça seus objetivos: de longo prazo, médio prazo e de curto prazo;
3. Liste seus pontos fortes e seus pontos fracos: melhore o que é bom e corrija
o que não é;
4. Defina o que você tem de melhor a oferecer; isto será o seu produto;
5. Saiba
quem são seus concorrentes e quais as suas características básicas;
6.
Estabeleça um padrão de qualidade a ser seguido: seja ético;
7. Defina quanto deve ser investido neste projeto pessoal;
8.
Verifique quais as melhores maneiras de entregar o seu produto;
9. Veja
como difundir seu produto para que os outros saibam que ele existe; trabalhe sua
imagem; comunique;
10. Seja
diferente, seja único, seja o melhor.
Paulo Roberto Lucas de Oliveira
é
Coordenador de pós-graduação das Faculdades Rio Branco.